A decisão foi anunciada no final da reunião da Comissão de Apoio ao Conselho de Segurança Nacional para o Combate à Imigração Ilegal e Tráfico Ilícito de Diamantes, presidida pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente angolano, Pedro Sebastião.

António Bernardo, porta-voz da operação, deu a conhecer que a mesma, que compreendia inicialmente sete províncias, alargada em outubro para mais quatro regiões, entra agora para a terceira fase, abrangendo as províncias angolanas do Cunene, Cabinda, Benguela, Huíla, Cuanza Norte, Huambo e Cuanza Sul.

No final do encontro, que analisou o relatório sobre a implementação da operação, o também comissário da polícia angolana deu conta que "ultrapassados os problemas técnicos" nas onze províncias onde decorre a operação, o processo "está intensificado".

Mais de 121.000 pedras de diamantes, 300 casas de venda e 90 cooperativas de diamantes encerradas, repatriamento voluntário de mais de 414.000 imigrantes ilegais, maioritariamente da República Democrática do Congo, são alguns dos resultados dos três meses da operação.

A propósito de relatos sobre alegados "maus tratos e violações" dos direitos dos imigrantes no decurso dessa operação, sobretudo nas zonas de exploração diamantífera, no leste de Angola, o porta-voz desdramatizou informações sobre regressos dos imigrantes repatriados.

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