Ao discursar no acto de juramento dos novos docentes, a governante realçou tratar-se de uma missão árdua e honrosa, pois que do empenho e desempenho do professor depende o funcionamento adequado de todos os outros sectores da sociedade.

“O bom médico, financeiro, empreendedor, sociólogo, governador, apenas o será quando melhor for a experiência que tiver tido com o seu professor”, enfatizou Lotti Nolika, augurando bons exemplos por parte dos novos docentes.

Na ocasião, a governadora reiterou ainda o compromisso do Governo na realização de mais concursos públicos de admissão de professores, no quadro da política de redução de jovens em situação de desemprego e criar condições para permitir a inserção de mais crianças no sistema normal de ensino.

Dos 488 novos professores empossados, que vão reforçar o quadro de profissionais do sector, que passa a contar com um total de 18 mil e 331 agentes pedagógicos, 360 são do ensino primário, 91 do primeiro ciclo e 37 do II ciclo.

Neste particular, Lotti Nolika avançou que será dada primazia para o ensino primário, com a contratação de professores qualificados, pelo facto de ser a base de todo o processo de ensino/aprendizagem, para o sucesso dos demais níveis, não obstante a ampliação da rede escolar.

Por sua vez, o director do Gabinete local da Educação, Celestino Piedade, considerou ainda de insuficientes a cifra actual de mais de 18 mil professores, a julgar pela demanda populacional estudantil da região.

Entretanto, apontou a área administrativa como a que mais insuficiências de quadros apresenta, cujas lacunas têm sido preenchidas pelos professores, ao invés de estarem em salas de aula.

Segundo o responsável, tanto na área da docência, como dos trabalhadores administrativos, as insuficiências foram causadas, maioritariamente, pela passagem de funcionários à reforma, bem como das mortes ao longo do tempo, que, em contrapartida, nunca foram substituídos em números proporcionais, apesar dos constantes concursos públicos que têm sido realizados no sector.

Noutra parte das suas declarações, Celestino Piedade assegurou estarem a ser criadas as condições necessárias para o possível retorno às aulas no II ciclo, a partir do próximo dia 13, em casos de recomendações superiores, neste sentido.

Antes da interrupção do ano lectivo, no quadro das medidas de prevenção e combate à gripe por coronavírus (Covid-19), estavam a frequentar as aulas, nesta província, um milhão, 29 mil e 681 alunos do ensino primário ao II ciclo do ensino secundário, contra os 933 mil e 609 de 2019, com uma taxa de crescimento de 9 a 10 por cento.

Estes alunos estavam a estudar em 816 escolas, num total de sete mil e 844 salas de aula.

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