Em declarações à imprensa, depois radiografar a situação económico-social do Cachiungo, a governante disse ser uma situação preocupante, pelo facto de a cabimentação financeira ter sido feita na totalidade, mas a execução física, cuja responsabilidade cabe aos empreiteiros está muito aquém do desejado.

Lotti Nolika disse que depois de ter constatado tal facto no Cachiungo e em outros municípios da província, irá fazer uma concertação para pedir responsabilidade aos empreiteiros incumpridores dos prazos estipulados.

“Não é permissível que os empreiteiros retardem as obras, uma vez que o Governo precisa dessas infra-estruturas para servir a população”, rematou a governadora, que, apesar disso, reconheceu ainda a honestidade de alguns empreiteiros, por ajustarem as suas acções às disponibilidades financeiras.

Referiu ainda que o quadro económico-social do município do Cachiungo apresenta-se com dificuldades de falta de água potável, por inoperância do sistema de captação e tratamento, que desde 2017, altura da sua projecção, nunca chegou a funcionar, agudizando cada vez mais o problema que se arrasta desde a era colonial.

Para inverter o quadro, g governador disse que as autoridades irão solicitar o apoio das estruturas centrais no sentido da resolução, o mais rápido possível, desta situação que tem inviabilizado o bem-estar da população.

Lotti Nolika prometeu ainda a resolução de alguns problemas que o Instituto Politécnico do Cachiungo enfrenta, em termos de condições para a promoção das aulas práticas.

Entre outras actividades desenvolvidas no Cachiungo, governadora Lotti Nolika concedeu audiências, em separado, a líderes religiosos, autoridades tradicionais, associações juvenis e responsáveis dos órgãos de defesa, segurança e ordem interna.

Com uma extensão territorial de dois mil e 947 quilómetros quadrados e uma população estimada em 105 mil e 733 habitantes, distribuídos pelas comunas da Chinhama, Chiumbo e Sede, nesta região são produzidos, sobretudo, batata rena, feijão e milho, bem como hortícolas, mandioca e soja.

O nome Cachiungo tem como origem as cataratas ou quedas de água junto do rio Kutato, que produziam um som cujo eco atraía os viajantes que iam em colunas, do Leste para o Oeste e vice-versa, levando óleo de palma, borracha, sal e escravos.

Este som, segundo reza a história, é denominado “Ochiungo”, em língua nacional umbundu, derivando a denominação morro Cachiungo, atribuído à vila em 1976, um ano depois da proclamação da Independência Nacional.

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