Ao contrário do que se acreditava, a gordura na barriga pode aumentar os riscos de se ter osteoporose, doença caracterizada por ossos frágeis, propensos a fraturas.

Estudos anteriores sobre efeitos da obesidade na saúde óssea não faziam distinção entre os tipos de gordura: corporal, visceral e subcutânea. E por as mulheres abaixo do peso normal terem risco aumentado de osteoporose, acreditava-se que quanto mais gordura, melhor seriam os ossos.

Um estudo recente, publicado no site Livescience, aponta que os altos níveis de gordura na barriga - gordura visceral - aumenta o risco osteoporose, ao contrário da gordura subcutânea, que não tem nenhuma relação com a doença.

Para chegar a esta conclusão, examinaram a densidade mineral óssea e o índice de massa corporal (IMC) de 50 mulheres obesas com idade média de 30 anos. Elas foram submetidas a uma tomografia computadorizada para medir a perda óssea, e a uma ressonância magnética para avaliar a quantidade de gordura na medula de seus ossos.

Os dois exames, que focaram na seção lombar da coluna vertebral, mostraram que quanto mais gordura visceral as mulheres tinham, menor era sua densidade mineral óssea. Embora nenhuma das mulheres tivesse osteoporose, em algumas delas a densidade mineral óssea estava abaixo do normal, ou seja, elas já estavam com uma condição conhecida como osteopenia, que pode levar a osteoporose.

As mulheres obesas com mais gordura visceral também tinham mais gordura na medula óssea, o que sugere que essa gordura nos ossos os torna mais fracos.

Segundo os cientistas, as descobertas apoiam outros trabalhos que têm demonstrado que a gordura visceral é pior para o corpo do que a gordura subcutânea. Além da osteoporose, estudos anteriores já haviam relacionado a gordura da barriga com um risco aumentado de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

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