A procura constante pela melhoria da saúde faz com que os cientistas estejam sempre a criar algo novo nos laboratórios. Investigadores norte-americanos criaram uma espécie de gatos, fluorescentes. O animal é  resistente ao Vírus da Imunodeficiência Felina (VIF), que todos os anos causa a morte a milhões de felinos e é responsável pela pandemia de SIDA que afecta os gatos domésticos.

Uma pesquisa mostra que a nova raça destes felinos tem um genoma que os torna imunes à infecção pelo vírus da SIDA. O director do estudo, referiu em comunicado, que "uma das grandes vantagens desta investigação é que pretende melhorar tanto a saúde humana como a felina".

As semelhanças entre o VIF e o VIH-1, o vírus que desenvolve a SIDA no ser humano, incentivou a equipa a criar um modelo de estudo nos gatos, mediante a alteração do seu genoma. O método consiste na introdução de um gene no ADN do animal, utilizando um vírus como veículo.

A investigação consistiu na recolha de óvulos destes animais e injecção de dois genes: um, que os tornaria fluorescentes, e que serviria de prova de que o outro gene, aquele que realmente interessa aos cientistas, se teria integrado correctamente no genoma. Este segundo gene, o TRIMCyp, provém do macaco e protegeria os gatos do VIF.

A experiência nos óvulos dos felinos criou três embriões que, posteriormente, originaram três gatos transgénicos, que brilham no escuro. Os investigadores concluíram que as células dos novos gatos, além de não contraírem o VIF, transmitiam a resistência ao vírus aos seus descendentes.

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