Segundo a responsável, a terra tremeu e instalou-se momentaneamente o pânico entre as pessoas, mas não existem até ao momento registros de danos materiais ou de vítimas.

“Eu estava na administração municipal e foi possível sentir o abalo”, disse.

Segundo Filomena Miguel, esta não é a primeira vez que a circunscrição registra fenómeno idêntico, sendo uma zona de fraca actividade sísmica.

Entretanto, a vida já voltou ao normal na sede municipal e arredores.

O município da Ganda não dispõe de uma estação sismográfica, que poderia fazer um estudo mais minucioso sobre a realidade geológica da região e determinar a magnitude de abalos do género, adiantou.

Com uma população estimada em 250 mil habitantes, a Ganda, situada numa superfície de 210 quilómetros a sudoeste da cidade de Benguela, possui quatro comunas: Babaera, Ebanga, Casseque e Chikuma.

A região é potencialmente rica na produção agro-pecuária, industrial e recursos naturais.

Segundo dados sobre a sismicidade em Angola, as principais formações geológicas podem basicamente ser distribuídas em duas zonas: Zona Litoral - onde predominam formações marinhas, litorais e lagunares, formada a partir do Nesozoico, e Zona interior - formada por terrenos antigos e apresenta grandes intrusões de rochas eruptivas. Esta zona está coberta na sua maior parte por depósitos continentais de origem recente.

As principais zonas sísmicas são: Cassongue (Cuanza Sul), Ganda (Benguela), Ussoque (Huambo), Lola e Iona (Namibe), Quilengues, Caluquembe, Lubango e Chibemba (Huíla), Oncócua (Cunene).

No período de 1943-1965 foram sentidos e registrados 129 sismos em Angola, todos de intensidade fraca, sendo a intensidade máxima registrada de VI-VII na zona do Iona (Namibe), segundo um estudo do Laboratório de Engenharia de Angola.

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