Um casal de namorados em Dacar e um amor avassalador contrariado, ele apostado num futuro melhor atreve-se a deixar o Senegal numa piroga.

Ela acaba por ser prometida a um homem rico.

O fantasma dele, Souleyman, acaba por vir ensombrar a sua dulcineia, Ada.

São os fantasmas dos desaparecidos no Atlântico, título do filme, que acabam por invadir a cidade.

Nesta sua primeira longa metragem Mati Diop, filha do músico Wasis Diop, acaba por prolongar a tradição cinematográfica do tio, Djibril Diop Mambéty, que em 1973 tinha conquistado em Cannes o Prémio da crítica com Touki Bouki.

Nascida em Paris em 1982, de origem senegalesa, Mati Diop já tinha realizado uma curta metragem, documental, “Atlânticos” em 2010 precisamente sobre o êxodo, este mesmo tema, o êxodo da juventude africana.

Miguel Martins, Cannes, RFI

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