Trata-se de uma doação composta por 15 sacos de 25 quilogramas de arroz, 10 caixas de massa alimentar, quatro sacos de 20 quilogramas de feijão, 20 sacos de 25 kg de farinha de milho, dois sacos de 20 kg de açúcar, bem como quatro caixas de óleo alimentar, duas caixas de azeite doce, sumos, 40 quilogramas de batata rena e 20 de cebola.

Em entrevista à imprensa, após a entrega da oferta, o empresário disse ter se comovido com a situação desta família, após assistir uma reportagem da Televisão Pública de Angola que retratava as dificuldades por que passavam derivadas da deficiência física, sem meios de locomoção.

A família é composta por nove elementos, sendo o pai, mãe e sete filhos, dos quais o pai é deficiente de guerra, a mãe e dois filhos sofrem de paralisia nos membros inferiores.

O chefe de família, Tomás Livo, agradeceu o gesto e apelou a outras pessoas da sociedade a seguirem o mesmo exemplo.

“Esta doença surgiu há um ano, quando viajei para Luanda a procura de melhores condições de vida. De seguida, fui comunicado que um dos meus filhos estava doente e deixou de ir a escola porque já não conseguia andar, depois de um tempo o meu segundo filho também apanhou a mesma paralisia que o irmão mais novo tinha”, explicou.

O cidadão tem esperança de ver os filhos voltar a andar, tendo já procurado ajuda médica, mas sem solução até ao momento.

“Procuramos os médicos e orientaram-nos a procurar um especialista em Luanda e por falta de condições financeiras não foi possível “, referiu, avançando ser muito difícil ver os dois filhos nestas condições sem poder ajudar.

Fernando Luvo, um dos filhos de 21 anos de idade, deficiente físico, contou que a doença começou depois de fazer educação física, quando sentiu picadas num dos pés, depois passou para o outro e três dias depois começou a sentir o corpo todo pesado e já não conseguia levantar-se.

“Uma das vezes fui a casa de banho e cai e já não consegui me levantar, estando até hoje neste estado”, disse o jovem muito triste.

Explicou que deixou de ir a escola, a igreja, praticar futebol e andar com os amigos, e pediu a pessoas de caridade que os ajudem no sentido de voltarem a andar.