Trata-se das fábricas Nova Textang II (Luanda), África Têxtil (Benguela) e Satec  (Cuanza Norte), de acordo com o secretario de Estado para Indústria, Ivan do Prado.

“As condições precedentes para a sua privatização estão concluídas, e, nos próximos dois meses, será lançado o concurso público internacional”, afirmou Ivan do Prado, que falava à imprensa no quadro da visita efectuada pelo Presidente da República, João Lourenço, à Nova Textang.

Nestas fábricas, no âmbito do acordo financeiro estabelecido entre o Governo angolano e o  banco japonês JBIC, o Executivo investiu USD 1,2 mil milhões,  251 milhões de dólares para a Nova Textang II e 420 milhões de dólares cada para África Têxtil e Satec.

“A Nova Textang e  as outras unidades  foram  privatizadas em 2013 pelo Ministério da Indústria, através do IDIA- Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola, num concurso público que o Ministério não tinha  competências, devido ao volume de investimentos e à dimensão destes”, justificou.

Actualmente,   os funcionários foram  todos dispensados pela antiga direcção e aguardam pelos novos gestores.

As unidades têxteis encontram-se inoperantes, incluindo a  Textang  II, com uma capacidade de produção anual de nove milhões de metros lineares de tecido.

Quanto à  Nova Textang II, a unidade está vocacionada para a produção de tecidos para a produção de vestuários, iniciando o seu processo produtivo com a produção de fio, posteriormente utilizado para a produção de tecido cru, que, por sua vez, será utilizado para a área de tesouraria.

A unidade dispõe de 24 fusos, 80 tiras, uma unidade de tesouraria e acabamento.

Para o funcionamento desta, são necessários três mil e 300 toneladas de algodão e 700 toneladas de poliéster,  cerca de quatro mil toneladas de matéria-prima por ano.

Para o suporte da sua actividade, a unidade fabril vai precisar de meios, como 8,8  megawatts de energia eléctrica, por mês, mil e 600 metros cúbicos de combustível,  quatro mil e 500 quilogramas de gás por mês, seis milhões e 700 mil quilogramas de vapor/mês, e cinco mil 500 metros cúbicos de ar por hora, além da água.

Com a entrada em pleno funcionamento da unidade, está prevista a criação de 600 postos de trabalho directo e dois mil indirectos.

Por via de um levantamento  recentemente  efectuado pelo Ministério da Indústria, foram identificadas 31 unidades fabris  no sector do vestuário, confecções e outros,  que se apresentam como potenciais  clientes da Nova Textang II, assim  como das demais indústrias têxteis.

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