Há “uma necessidade extrema de despertar a consciência ambiental de Angola” e essa foi a razão para a formação da EcoAngola há um ano, disse Érica Tavares co-fundadora e directora da organização.

Falando no programa Angola Fala Só, Érica Tavares disse que “grande parte dos problemas sociais estão ligados directamente aos problemas ecológicos”.

Tavares disse que consciencializar as pessoas para os problemas ecológicos do país é uma batalha longa e difícil mas fez notar que ao contrário do que se possa pensar “é mais difícil a convencer pessoas nas cidades do que nas zonas rurais porque as pessoas nas cidades estão habituadas a a um nível de vida mais alto”.

“As comunidades rurais rurais são mais abertas para soluções sustentáveis”, disse, particularmente se as soluções tiverem um impacto na sua situação.

A ambientalista disse que em Angola há que ter sempre em conta a pobreza de grande parte da população.

“Sem reduzimos a fome, sem reduzirmos esta pobreza grande não vamos conseguir implementar os programas do ambiente”, disse afirmando que Angola precisa de fazer “levantamentos realistas” através do país já que a situação difere de província para província.

Interrogada sobre a nova ministra da cultura e ambiente, Adjani Costa , Érica Tavares, disse que a EcoAngola “tem uma grande expectativa” já que conhecem muito bem ás suas actividades antes de ser ministra”.

“já vem com uma bagagem de querer mudança”, disse a ambientalista que reconheceu haver “dificuldades internas” que possam ser um obstáculo a mudanças na política ambiental.

Contudo, disse, “está a nascer vontade politica para lidar com questões do ambiente”

Durante o programa Érica Tavares abordou um vasto leque de questões desde a desmatação à caça ilegal e ao turismo ecológico.

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