"O comité [de emergência] concordou que, embora o risco de o ébola se espalhar internacionalmente seja baixo, essa situação ainda constitui uma emergência internacional de saúde e requer coordenação e apoio internacional", anunciou a OMS através do Twitter, no final de uma reunião em que estiveram reunidos especialistas da organização.

Estes recomendaram que se deve "estender o uso da vacina entre as populações de alto risco”, pois continua a ser “a melhor ferramenta de saúde pública para prevenir e controlar a disseminação" do vírus.

A República Democrática do Congo e a OMS estavam prestes a anunciar oficialmente o fim da epidemia na segunda-feira, encorajadas pela ausência de novos casos e pela saída do último paciente de um centro de tratamento do ébola em Beni, na região leste do país.

Contudo, esta esperança caiu por terra após o anúncio, na sexta-feira, da morte de um homem de 26 anos, também na zona de Beni, um dos epicentros de uma epidemia que já matou 2.276 vidas desde 1 de agosto de 2018, na RDC.

"Atualmente, existem três casos, duas pessoas morreram e uma está viva", disse Margaret Harris, porta-voz da OMS em Genebra, durante uma conferência de imprensa online.

O país fica agora obrigado a esperar 42 dias – o dobro da duração máxima do período de incubação deste vírus – sem novos casos, até poder declarar o fim da que é a décima epidemia do género no seu território.

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