Sem precisar o valor da dívida, o presidente do Conselho de Administração da EPAS, André Camilo, avançou, em declarações à imprensa, que 80 por cento dos clientes não pagaram o consumo da água durante a vigência do Estado de Emergência, provocando ruptura nas finanças da empresa.

De Março a Abril, avançou, a empresa facturou apenas um milhão de kwanzas contra os sete milhões dos meses anteriores, condicionando o pagamento de salários dos trabalhadores.

Disse que os clientes “compreenderam mal” o Decreto Presidencial que suspendeu o corte de água durante o período de Emergência, furtando-se ao pagamento do consumo, tendo acumulado uma divida de três meses.

Apelou os clientes nesta situação que não procuraram até agora a instituição a dirigirem-se a empresa para negociar a divida e começar a pagar no final do mês em curso, acrescentando que o maior número de devedores vive na Centralidade do Mussungue.

Alertou que até Julho a instituição continuará a optar por uma acção pedagógica, incentivando os clientes ao pagamento do consumo, mas, a partir de Agosto, “quem não pagar sofrerá um corte e estará sujeito ao pagamento de uma multa”.

A EPAS na Lunda Norte tem sob o seu controlo 10 mil clientes, num universo de pelo menos um milhão de habitantes.

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