De acordo com o comandante municipal da polícia nacional no Cacongo, superintendente João Chicuma, qua avançou a informação, esta sexta-feira, à  Angop, o mamífero com sinais de ferimentos numa das pernas traseiras foi encontrado pela população lnuma mata pequena a cerca de 30 metros da residência do coordenador adjunto da aldeia de Caio Cacongo.

A propósito, Razão Simão, chefe de departamento de controlo de endemias da secretaria provincial da saude em Cabinda, avançou que o elefante pode ter caído numa armadillha caseira e que provocou choque um hipovolemico causando a diminuição do volume sanguineo, especificamente do volume de plasma sanguinea.

No entanto, por ainda não ter sido determinado a causa da morte do animal, considerou não ser aconselhável  o consumo desta carne.

"Nestas circunstâncias, o aconselhavel é nao consumir esta carne, esperando pelas analises para determinar se pode ser consumida ou não", referiu

Uma equipa do departamento do ambiente e do Parque Maiombe deslocou-se sexta-feira ao local para apurar as causas que levaram a morte do animal.

Recentemente a ministra do Ambiente de Angola, Paula Francisco, deixou claro,  em Genebra, que o país mantém o elefante africano no Anexo I da Convenção sobre o Comércio Ilegal das Espécies da Fauna e Flora Selvagem em vias de extinção (CITES), contrariando a intenção de alguns países da SADC.

Paula Francisco  reafirmou a posição em não “recuar”, justificando que a protecção dos elefantes constitui uma das principais bandeiras  deste evento e de Angola.

A proposta da transferência do elefante africano do Anexo I para II, que  está a ser discutida em sessão plenária desta conferência, foi apresentada pela Namíbia,  Botswana, Zâmbia, África do Sul e Zimbabwe, que justificam a existência de excesso desta espécie.

“Angola continua firme  em manter-se no Anexo I e propõem-se  a ser o receptor natural da imigração dessa espécie”, reafirmou a governante.

Caio Cacongo é uma aldeia da comuna de Dinge-Cacongo com registos de ser uma zona de passagem de elefantes em pequenas manadas, que por vezes devastam lavras quando se transferem para outras áreas em busca de água e alimento.

O conflito homem e animal é outro motivo que faz com que grandes manadas se movimentam de um habitat para outro em busca de segurança e nos corredores  utilizados cruzam-se com caçadores.

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