O caminho para a construção de uma marca empregadora vive tempos de transformação. O termo Employer Branding foi definido pela primeira vez no início da década de 90 para delimitar a re- putação de uma organização como empregadora, diferente de sua reputação da marca de consumo. A construção de marcas empregadoras mais relevantes fortaleceu-se no mundo entre 2004 e 2008, quando empresas como Unilever, Shell e P&G - em resposta à crescente concorrência por talentos, começaram a empregar o mesmo foco e consistência para a sua marca empregadora, antes aplicado somente à sua marca comercial.

Mas o Employer Branding não se resume a atrair, pois depende e muito do reter. Diversas são as empresas que confundem-se nestes quesitos, gerando uma ampla expectativa de atração motivada pelo próprio branding e investimentos em marketing e publicida- de externos. E não são poucas aquelas que tornam-se campeãs de deceção, pois de longe entregam aquilo que prometeram ou que fizeram as pessoas deseja- rem tanto trabalharem para esta organização.

Isso sem citarmos naquelas que poderiam ser extremamente bem sucedidas nada atração de talentos, e que fariam jus a esta promessa, e que não sabem ou não valorizam a força do Employer Branding.

É preciso ter solidez e consistência na construção do Employer Branding de sua empresa. Es- sencialmente nos tempos em que vivemos, em que gerações diferentes coabitam o mercado, são neces- sários 5 pilares fundamentais para este processo, os quais devem, de maneira integrada e alinhada com a realidade de sua empresa, compor uma oferta autêntica e concreta às pessoas externas a empresa, quan- to aos seus atuais colaboradores.

“O Employer Branding já deixou de ser uma tendência. É um facto que os RH devem ter atenção. Mesmo que usemos técnicas de marketing e comunicação externa, é dentro da empresa que os elementos essenciais do Employer Branding deverão fazer sentido. As lideranças passam assim a ter um papel fundamental nesse processo, e caberá ao gestor do RH assumir um papel estratégico nesta realidade.”

1. Propósito

Cada vez mais as pessoas buscam fazer parte de organizações e empresas que possuam uma definição muito clara de seu propósito, em especial em relação a proposta de valor que entregam aos seus clientes, colaboradores, parceiros, acionistas e claro, a sociedade. É a chamada causabilidade (porquê / como / o quê), um conceito que tende a substituir a tradicional missão das empresas, pois permite ser muito mais prática, efetiva e próxima da rotina real dos colabora- dores e das pessoas em geral.

Qual o propósito de sua empresa? É um fator de diferenciação em seu mercado? A sua causa é algo que atraia as pessoas que você gostaria de ver trabalhando em sua empresa?

2. Fluxo de benefícios

Vale destacar sempre que, independentemente da oferta de salário, outros fatores pesam e muito para as pessoas desejarem entregar o seu trabalho e tempo para uma ou outra empresa.

A troca entre uma organização e um colaborador deve ir além do valor monetário ou dos prêmios fi- nanceiros. Estes elementos são fundamentais, mas diversas pesquisas demonstram que o chamado fluxo de benefícios entre as organizações e seus colaboradores envolvem diversas possibilidades: acesso a de- safios, aprendizado, possibilidade de internacionali- zação, lideranças positivas, responsabilidade social, benefícios e vantagens, status profissional, oportunidade de crescimento, inovação, entre tantos outros.

Sua empresa possui alguns destes fatores como oferta do seu fluxo de benefícios? os seus atuais colaboradores percebem o valor destes fatores? Quais os pontos fracos e fortes do seu fluxo de benefícios?

3. Empreendedorismo

O empreendedorismo não se resume a atividade única de criar novas empresas ou negócios. As pessoas cada vez mais buscam atividades nas quais empreenderão sua energia, tempo, conhecimento, e claro, o futuro. As oportunidades de emprego devem entregar aos seus colaboradores a possibilidade des- tas empreenderem sem receio, dedicando sua total capacidade pelo melhor desempenho, em busca do melhor resultado. Muitas organizações não oferecem se quer um plano de carreira ou uma política sólida de cargos e salários, quem dirá conseguirão apresentar um visão empreendedora ou uma cultura que procura a inovação, uma das principais vertentes do empreendedorismo.

Sua empresa possui cultura empreendedora? As pessoas que trabalham na sua organização podem desenvolver projetos? A inovação está no Adn da sua empresa?

4. Endomarketing

Um dos principais elementos que multiplicam a percepção – positiva ou negativa – das pessoas em relação a sua empresa, são as próprias pessoas que já trabalham em sua organização. Simples assim: as pessoas possuem familiares, amigos, conhecidos, e com estes falam do seu trabalho, suas rotinas, vantagens, enfim, da sua vida profissional e do ambiente e empresa onde estão. Cabem a estes colaboradores o papel de testemunhas reais daquilo que a sua em- presa de facto oferece aos seus empregados. O Endomarketing é neste caso uma ferramenta poderosa, pois atua no aumento da percepção positiva dos seus colabores em relação ao propósito de sua empresa, do fluxo de benefícios, das políticas internas e da promoção do empreendedorismo e da inovação, en- tre outros. Faz de cada colaborador um agente ativo e preparado para tornar evidente as outras pessoas os pontos fortes de sua empresa.

Sua empresa possui um plano e ações de endomarketing? Quais as ações de promoção interna de sua organização? Como sua empresa pratica a comunicação interna?

5. Notoriedade

De nada adianta construirmos os elementos aci- ma e não agregarmos a este esforço a devida noto- riedade, que tornará pública nossa energia de atração e os fatores que a consolidam. Inúmeras são as pos- sibilidades de realização deste feito, passando pela já consagrada publicidade, ou ainda a colaboração com conteúdos, cases e referências, em meios espe- cializados, como é o caso da Revista Human Capital. Outra forma de elevar a notoriedade são as diversas premiações e eventos dedicados a temática dos Re- cursos Humanos. Por fim, tendo em vista a era em que vivemos, as redes sociais, sejam da empresa ou através de nossos colaboradores, é uma ferramenta poderosa de geração de notoriedade do valor de nos- sa empresa como empregadora de qualidade.

Quais os meios especializados que sua empresa anuncia ou colabora como fonte? existem premiações ou eventos que sua organização participa? Como sua empresa manifesta-se pelas redes sociais?

* Artigo de Vinicius de Carvalho, Master Specialist ENDO Endomarketing Specialists

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.