As motorizadas, duas das quais chegaram mesmo a ser vendidas pelos acusados, faziam parte de um leque de mais de cinco centenas selecionadas do parque de estacionamento da Unidade Operativa da polícia do Lubango para irem a leilão.

Os acusados são um inspector-chefe e um terceiro sub-chefe.

O comandante provincial da Huíla da PN, comissário Divaldo Martins, adiantou estar em aberto o respectivo processo–crime para outras averiguações.

Sobre o alegado envolvimento de outras patentes no crime, Martins prefere esperar pelo desfecho do processo já entregue ao Ministério Público.

“Tudo resto só a investigação que está em curso vai determinar”, afirma o comandante.

As motorizadas selecionadas que seriam vendidas em hasta pública não foram reclamadas pelos pretensos proprietários.

A detenção dos dois efetivos foi vivamente saudada pelos moto-taxistas no Lubango, que reclamam ser em muitas ocasiões vítimas da atuaçao da corporação.

“É feio o que eles estão a fazer e deviam ser mesmo punidos porque isto não está bom”, afirma um moto-taxista, enquanto outro acrescenta que “fizeram bem prender esses homens e nós como motoqueiros estamos satisfeitos e quero que a polícia trabalhe mais”.

“Gostei o trabalho do SIC porque ali na viação e no trânsito há muitos gatunos que sempre desviam motos e por cima do teu trabalho do teu artigo és batido”, denuncia outro.

Para prevenir atos do género no futuro a PN na Huíla diz estar a trabalhar numa estratégia para aprimorar os mecanismos de controlo de entrada e saída de meios rolantes apreendidos.

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