No município da Nhârea, a 175 quilómetros a norte da cidade do Cuito, os dados apontam para a morte de 16 pessoas por descargas atmosféricas, cinco das quais membros da mesma família.

Para controlar os efeitos provocados pelos raios, a administração municipal trabalha para adquirir sistemas de para-raios.

Já no município do Chitembo, 150 quilómetros a Sul da capital da província, mais de 20 famílias ficaram ao relento, na segunda-feira última, em consequência do desabamento das suas residências.

O administrador municipal, Daniel Mucanda, em declarações à Angop, referiu que as famílias em causa viviam em zonas de risco, devidamente notificadas pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros. Desde o início da época chuvosa mais de seis mil famílias perderam suas casas e os respectivos pertences.

Preocupado com a situação, Daniel Mucanda disse que a administração municipal do Chitembo, em parceria com o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, tem apoiado os sinistrados com chapas de zinco e barrotes, para erguer as moradias, enquanto se prepara uma zona mais segura para a seu realojamento.

O vice-governador para os serviços Técnicos e Infra-estruturas do Bié, José Fernando Tchatuvela, apelou a população a evitar construções de forma anárquicas em zonas não catalogadas pelas administrações municipais.

Para o município do Cuito, segundo o vice-governador o governo do Bié, construíram-se 500 casas sociais onde foram realojadas as famílias vítimas das chuvas e as que habitavam ao lado de ravinas.

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