Em declarações à VOA, aquela responsável disse que a origem do derrame ainda não foi determinada e que já foram colhidas amostras para que o Ministério Ambiente possa aferir a proveniência do derrame.

“Só o laboratório do Ministério do Ambiente deverá determinar quais as empresas trabalham com este tipo de óleo”, declarou.

O ambientalista Bernardo Castro aponta “a fraca fiscalização” à actividade de exploração de petróleo como estando na base da recorrência de derrames de óleo bruto e acusa das autoridades de direito de “verem o assunto de ânimo leve”.

“Isto tem consequências graves não só na economia da população local mas também sobretudo para a própria saúde da população”, disse acrescentando que estes derrames destroem “ecossistemas marinhos e acabam por destruir a vida do mar”.

Para o ambientalistas a fiscalização é muito baixa.

“As Instituições que deveriam controlar são instituições fragilizadas”,disse Castro para quem “constar isto de forma recorrente é triste”

Um anterior derrame, registado em Junho de 2019, foi atribuído à empresa Sociedade Petrolífera de Angola (Somoil) tendo sido, na ocasião, ameaçada com suspensão da licença de exploração de petróleo bruto em onshore, na região.

A Unidade de Apoio à Monitorização Industrial, Auditoria e Gestão de Derrames, do Ministério do Ambiente, tinha acusado a Somoil de “incumprimento das medidas de proteção ambiental estabelecidas”.

Mas, desta vez, a Somoil terá já negado que as características do óleo encontrado sejam semelhantes às do produto que produz nos seus campos, tanto em terra como no mar.

A administradora, Lúcia Tomás, disse que o fenómeno já está a preocupar “alguns pescadores locais”(que têm o mar como fonte de alimentação).

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