Trata-se, segundo o porta-voz deste órgão do Ministério do Interior no planalto central, Miguel Kalembe, de cidadãos com idades entre os 21 aos 50 anos de idade, detidos na primeira quinzena de Junho último, no quadro das medidas de prevenção e combate à gripe por coronavírus (covid-19).

Informou que depois detidos, os acusados foram encaminhados às autoridades sanitárias, que depois do rastreio (despiste da temperatura), obrigou-lhes a cumprir a quarentena institucional e, posteriormente, remete-los ao SIC, tal como aconteceu, para a instrução de um processo-crime.

Uma fonte do Gabinete da Saúde confirmou à ANGOP que os aludidos violadores da cerca sanitária cumpriram a quarentena institucional, num período entre 15 a 16 dias, e que as amostras colhidas e envidas aos laboratórios centrais em Luanda tiveram o resultado negativo, daí a mudança, na última terça-feira, para as celas do Serviço de Investigação Criminal.

Alguns deles, ouvidos pela imprensa, confirmam terem saído de Luanda, por questões diversas, alegando, por isso, injustiça o facto de estarem detidos uma vez que já cumpriram a quarentena institucional obrigatória e os resultados serem negativos.

Nos últimos dias, as autoridades locais intensificaram o controlo dos limites territoriais, de modo a tornar mais eficazes as estratégias de prevenção e combate à gripe por coronavírus (covid-19).

Actualmente, a província conta com 101 cidadãos em quarentena, sendo 17 na institucional e 84 na domiciliar, depois de terem furado a cerca sanitária, com realce para a de Luanda, principal epicentro da doença no país.

Com uma extensão territorial de 34.270 quilómetros quadrados e uma densidade populacional estimada em dois milhões, 519 mil e 309 habitantes, a província do Huambo conta com 11 municípios e é limitada pelas províncias do Cuanza Sul (Norte), Bié (Este), Huíla (Sul) e Benguela (Oeste).

Tem um Sistema de Saúde composto por 249 unidades sanitárias, num universo de duas mil e 126 camas em diversas enfermarias e 14 na Unidade de Tratamentos Intensivos (UTI), onde trabalham 308 médicos, três mil e 639 enfermeiros, 467 técnicos de diagnósticos e terapeuta, assim como 825 administrativos, além de outros profissionais indispensáveis para o seu normal funcionamento.

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