Em sentença lida sexta-feira pelo juiz de Direito, Hélder Vicente da Silva, o Tribunal condenou os réus Adriano Morais, Victorino Canganjo, Firmino Savikaia, Agostinho Kalama, Pedro Muangui e Amadeu Xavier, que violaram a cerca sanitária de Luanda nos dias 6 e 7 de Julho.

O Juiz Hélder Vicente da Silva determinou que os réus começam a cumprir a pena efectiva de 30 dias, após conhecer os resultados do teste da Covid-19, e findo o prazo da quarentena institucional a que estão sujeitos no Cuito, após terem também violado a quarentena no município do Cunhinga (Bié).

Foram ainda condenados ao pagamento, cada de um, de uma taxa de justiça de mil UCF (Unidade de Correcção Fiscal - 1 UCF equivale a 88 Kwanzas) e de emolumentos ao defensor oficioso de cinco mil Kwanzas.

Esta é a primeira vez que o Tribunal da Comarca do Cuito condena cidadãos por terem violado a cerca sanitária.

O caso positivo reportado sábado, no Bié, envolve um cidadão que violou a cerca sanitária de Luanda e refugiou-se no município do Cunhinga, a cerca de 30 quilómetros do Cuito (capital provincial), onde também esteve em quarentena.

A Comissão Provincial de Combate à Covid-19 anunciou, domingo, o isolamento da Aldeia de Capeio (Cunhinga), a cerca de 30 quilómetros do Cuito, para rastrear, nessa segunda-feira, as pessoas que tiveram contacto com o primeiro caso positivo da pandemia no Bié.

Segundo o seu porta-voz, o médico João Campos, após recolha de amostras e do seu envio para Luanda, o cidadão em causa havia fugido, mas foi detido e está internado no Centro de Tratamento da Cavanga II, no Cuito.

A nível da província estão em quarentena institucional e domiciliar 100 cidadãos, de cujas amostras foram recolhidas domingo e enviadas para Luanda.

Com o caso deste sábado, o Bié tornou-se na décima primeira província angolana a registar casos positivos de Covid-19, em Angola, que conta, actualmente, com um acumulado de 1.199 casos positivos, 55 óbitos, 461 recuperados e 684 activos, sendo que 18 estão em estado grave, 12 críticos e 23 moderados.

Exortação

O MPLA reiterou a necessidade da população seguir à risca as medidas de biossegurança, para evitar a disseminação do Coronavírus nas comunidades.

Em declarações à Angop, o segundo secretário do MPLA no Bié, Anastácio Severino Sambowé, sublinhou que se houver desleixo a província pode registar muitos casos positivos, provocando o colapso sistema de saúde.

Assegurou ainda que o MPLA vai intensificar as acções de mobilização e realização de palestras junto das comunidades.

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