Abordados, nesta segunda-feira pela Angop, a maioria afirmou que a decisão visa fazer face a uma eventual contaminação comunitária da pandemia que, no sábado, causou as duas primeiras mortes em Angola.

Suzana Mankenda, munícipe, disse preferir passar os 15 dias de Estado de Emergência na lavra (a cerca de cinco quilómetros do centro da cidade) com três filhos para evitar o contacto físico com demais pessoas.

Indagada no mercado municipal de Mbanza Kongo, para onde se dirigiu para adquirir alguns produtos da cesta básica como sal, açúcar e óleo alimentar, disse que só regressa à cidade após o levantamento da medida.

Questionada sobre as condições de habitação no campo, a interlocutora disse haver casebres, erguidos há bastante tempo e que servem de abrigo para aqueles camponeses que passam mais dias na lavra.

Pedro Samuel, que se refugiou em Lelé (área de cultivo que dista a sensivelmente dez quilómetros da urbe) disse sentir-se à vontade e mais confortado passando os 15 de isolamento social fora da agitação.

No campo, segundo afirmou, não há circulação de pessoas e cada camponês está confinado na sua lavra, evitando-se, assim, a uma eventual contaminação desta pandemia que já infectou sete pessoas em Angola.

Destes sete casos positivos confirmados, dois cidadãos morreram, no sábado (dia 28), segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

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