Numa nota à comunicação social, a empresa angolana apresentou um conjunto alargado de medidas, “sob orientação do Ministério de Transportes”, com vista a “não permitir que os comboios e as estações se convertam em focos de contaminação e disseminação da doença”, e que serão implementadas a partir de quinta-feira.

Entre as principais restrições impostas está a redução da circulação diária dos comboios suburbanos, “passando das actuais 17 frequências diárias para oito”, a limitação do número de pessoas a bordo, em que “as carruagens de 3.ª classe passam dos actuais 100 passageiros para o limite máximo de 50” e as de 2.ª classe “passam dos actuais 70 passageiros para os 48”.

O horário de circulação das ligações suburbanas passa a decorrer apenas entre 06:30 e as 18:00 na estação de Viana, enquanto os comboios para a cidade do Dondo são suspensos por tempo indeterminado.

Já os comboios de longo curso Luanda-Ndalatando-Malange e Luanda-Luinha mantêm-se activos, embora sujeitos à evolução da propagação do coronavírus SARS-CoV-2 (que causa a doença covid-19) no país, que já registou os primeiros casos na capital.

A administração da Caminho de Ferro de Luanda, presidida por Júlio Bango, anunciou ainda o reforço das condições de higiene e desinfecção nas estações e carruagens, e a dispensa do serviço para funcionários com idade elevada ou doenças crónicas durante este período.

As medidas da operadora angolana inscrevem-se também numa circular do Ministério dos Transportes que foi conhecida esta segunda-feira e que alerta para a importância do reforço de medidas preventivas dos trabalhadores do sector, a higienizarão dos veículos, a protecção de passageiros e motoristas, o fecho de fronteiras para pessoas por 15 dias desde 20 de março, a recomendação do uso de máscaras e a adopção de distância social de segurança.

Angola contabiliza apenas três casos de infecção da covid-19, mas já suspendeu todos os voos durante duas semanas e decretou a suspensão das aulas nas escolas e universidades, além do encerramento das fronteiras terrestres e marítimas, excepto para transporte de mercadorias.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

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