Ao falar em conferência de imprensa, de actualização dos dados da covid-19, nas últimas 24 horas, a governante afirmou ser uma forma de tratamento que no cenário actual do país está “ainda a ser analisado”.

“Não é tão fácil fazer-se isso, por implicar muita logística altamente complexa e tendo-se em conta o  grau de responsabilidade dos pacientes e os tipos de suas residências”, disse, ao esclarecer ao facto de a maioria dos pacientes apresentarem-se assintomáticos.

A também porta-voz da Comissão Multisectorial para Resposta à Covid-19, Sílvia Lutucuta, negou, durante a sua comunicação, ter havido negligência médica ou do seu grupo de trabalho Ad-Hoc na quarta e última morte registada até hoje, domingo (dia 24).

Disse que se tratava de um paciente de 43 anos de idade internado na mesma enfermaria com o “cCaso 50” (de 88 anos, também falecido), com  “insuficiência renal crónica em estado terminal, com falência de todos os acessos vasculares, aguardando por análise peritonial”.

Acrescentou que, só no dia do óbito, se soube do diagnóstico, e que “não se passou a informação ontem (sábado) por faltar alguns detalhes”.

Em função desses casos registados na clínica privada, explicou a governante,  decretou-se uma cerca sanitária num dos blocos da enfermaria, onde estavam internados esses e outros pacientes com outras patologias, assim como o pessoal de saúde.

“Reiterar aqui que quando se diz que o paciente está estável quer dizer que não evoluiu, mas também não piorou” esclareceu, reagindo a preocupação de um jornalista.

País continua sem casos comunitários

A ministra da Saúde dissipou as dúvidas sobre a possibilidade de se estar, para já, em fase de contaminação comunitária, em função da indecisão da proveniência da infecção do Caso 50”, relacionado com a terceira morte, a que evolveu o octogenário.

“Investigações feitas e concluídas atestam tratar-se de um caso importado. Já temos os contactos directos, implicando familiares cujos resultados, para alguns, deu negativo. Ainda assim, as investigações continuam para se identificar outros contactos”, assegurou

A estatística aumenta para um geral de 69 casos positivos, com quatro óbitos, 18 recuperados, 47 activos (clinicamente estáveis). Conforme a ministra, estão mil e cinquenta pessoas em quarentena institucional, e sob seguimento médico 462 suspeitos, contactos direitos dos casos positivos.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.