A Angop soube dos familiares das vítimas que o atraso e a alegada falta de meios por parte dos bombeiros os levaram a solicitar aos populares a retirada dos corpos.

Testemunhas revelaram que os familiares assumiram a operação, tendo pago 60 mil kwanzas a quatro homens, que mergulharam durante algumas horas para retirar os corpos.

Já o porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Minguês, repudiou a atitude dos familiares das vítimas, afirmando que este tipo de operação deve ser feito por especialistas e com meios apropriados.

“Estamos preparados e somos a entidade competente, neste caso, não houve atraso na intervenção, até porque, logo que fomos alertados, removemos a viatura da vala e estávamos a preparar os meios e os mergulhadores para o resgate”, sublinhou.

Acrescentou que, para situações do género, existem procedimentos próprios e um resgate desta natureza  pode causar outras vítimas mortais.

Estavam na viatura oito homens com idades entre os 30 e 34, moradores da zona do Grafanil,  município de Viana.

O acidente aconteceu quando a viatura, que circulava em alta velocidade, embateu contra um separador e caiu na vala de drenagem a céu aberto. Depois do sucedido, cinco pessoas conseguiram sair do carro, com ferimentos ligeiros.

O oficial de informação do Comando Provincial da Polícia Nacional, Quintino Ferreira, apontou o excesso de velocidade e o estado de embriaguez do motorista como as prováveis causas do acidente, aliados ao excesso de lotação, numa viatura para cinco ocupantes.

Os oito cidadãos saíam de uma festa de Carnaval ocorrida no Centro Recreativo do Zango.

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