A informação foi prestada (quinta-feira), no Lubango, pelo director do Programa de Segurança Alimentar e Nutricional da WorldVision, Robert Jan Bulten, durante um workshop para apresentação do programa, no qual referiu que o processo teve início em Fevereiro deste ano e será executado em 32 meses.

O projecto conta com parceria do Fundo de Apoio Social (FAS) e da Associação para o Desenvolvimento e Enquadramento Social de Populações Vulneráveis (ADESPOV), sendo que vai incidir-se nas comunas de Impulo (Quilengues), Quê e Cutenda (Chicomba) e Bata Bata (Humpata).

Robert Jan Bulten fez saber que a aniciativa está orçada em um milhão 836 mil e 368 Euros, enquadrada na componente do Fortalecimento de Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional (FRESAN) em Angola, em que vai trabalhar directamente com 15 mil pessoas, 70 técnicos das administrações do Estado, 250 agentes de desenvolvimento comunitário, sanitário e de saúde, activistas e líderes locais.

O oficial disse ainda que as acções vão basear-se na reabilitação e construção de infra-estruturas comunitárias de recolha e distribuição de água para consumo, irrigação e abeberamento do gado.

Constam ainda do projecto o melhoramento da protecção das fontes de água e a gestão dos ecossistemas que sustentam às comunidades, aperfeiçoamento os conhecimentos das famílias em temas de alimentação e nutrição, bem como incentivar a produção agro-pecuária diversificada baseada nas necessidades nutricionais e condições agro-ecológicas.

Declarou que as referidas acções vão fazer com que as populações de adaptem às condições de clima, ao invés de tentarem acudir os efeitos do fenómeno, sempre que ocorre uma calamidade natural.

Por sua vez, a directora do gabinete da Agricultura, Pecuária e Pescas na Huíla, Mariana Soma, disse que o projecto tem a forte componente do trabalho da resiliência e segurança alimentar para fornecer bens e serviços em determinados municípios e melhorar a condição de vida das famílias, principalmente as afectadas pelas alterações climáticas.

"O processo visa completar outras iniciativas que o Executivo angolano tem levado a cabo e estará implementado em mais duas províncias, para além da Huíla, Namibe e Cunene", esclareceu.

Já a directora do gabinete provincial da Saúde da Huíla, Luciana Guimarães, referiu que com o projecto esperam que se melhorem os níveis nutricionais e tenha um impacto em outras doenças oportunistas como a tuberculose e malária.

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