É porventura o tema de abordagem mais sensível da última década, um evento traumático à escala mundial que o cinema tem tratado com doses variáveis de cuidado em filmes como «Voo 93» e «World Trade Center».

 

Os atentados terroristas aos EUA a 11 de setembro de 2001, que tiveram o seu momento mais emblemático na destruição das torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, traumatizaram o planeta. O cinema, naturalmente, não foi indiferente ao evento, e abordou-o directamente com graus diferenciados de sensibilidade.

Os dois filmes mais célebres e importantes relacionados com o 11 de Setembro estrearam ambos em 2006, já cinco anos depois da tragédia: «Voo 93», escrito e produzido pelo britânico Paul Greengrass, e «World Trade Center», dirigido por Oliver Stone.

O arrepiante «Voo 93» coloca o espectador dentro do avião da United Airlines raptado por membros da al-Qaeda para atingir um alvo em Washington (provavelmente a Casa Branca ou o Capitólio), destino evitado pela intervenção dos passageiros, que não conseguiram impedir que o avião se despenhasse sem qualquer sobrevivente. O filme acompanha a tragédia em tempo real e com actores desconhecidos e em registo semi-documental, o que torna o seu visionamento uma experiência quase insuportável.

Já «World Trade Center» aborda a tragédia de um ponto de vista mais humanista, com Oliver Stone a fugir às suas habituais teorias da conspiração para centrar-se na história verídica de dois polícias (interpretados por Nicolas Cage e Michael Peña) que ficaram soterrados nos destroços do edifício e conseguiram sobreviver, numa história intensa de heroísmo face à tragédia.

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