A criação, o transporte ou a venda de todas as espécies de animais selvagens estão interditas “a partir da data de anúncio até ao fim da situação epidémica nacional”, segundo uma diretiva conjunta emitida por três agências do Ministério da Agricultura chinês, citada pela AFP.

O mercado de Wuhan, cidade de 11 milhões de habitantes e capital da província de Hubei, no centro da China, onde se realizavam vendas ilegais de animais selvagens, está fechado desde o mês passado, após a descoberta dos primeiros casos da doença nos comerciantes naquele local.

A epidemia de Sras, que matou cerca de 650 pessoas na China no início dos anos 2000, teve origem na civeta, um pequeno mamífero próximo da marta que se pode encontrar pelos mercados de Cantão (sul da China).

Na quinta-feira, as autoridades chinesas colocaram a metrópole de Wuhan de quarentena, bem como grande parte da província de Hubei.

O número de mortos na China causado pelo novo coronovírus detetado em Wuhan aumentou para 56, anunciou a Comissão Nacional de Saúde chinesa.

O balanço de infetados no país passou para 1.975 pessoas, das quais 324 estão em estado grave.

Além da China continental, há quase meia centena de infeções confirmadas em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde reportou o primeiro caso suspeito de infeção de um homem que regressou de Wuhan no sábado, e que foi internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, em situação estável.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) admitiu que a possibilidade de transmissão secundária no espaço da União Europeia é baixa, “desde que sejam cumpridas as práticas de prevenção e controlo de infeção relacionadas com um eventual caso importado”.

As autoridades chinesas alertaram que o país está no ponto “mais crítico” no que toca à prevenção e controlo do vírus, cancelaram as celebrações do Ano Lunar do Rato e colocaram em quarentena 13 cidades.

Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus com o nome provisório de 2019-nCoV são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

JE // EA

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