Em declarações à Angop, o presidente da Associação dos comerciantes da Gajajeira, Agostinho Alfredo, confirmou que existem contratos individuais entre o Governo da província e os comerciantes, mas o problema da recolha do lixo para deposição numa determinada área tem sido feita pelos seus associados.

Acrescentou que o problema reside no facto da limpeza ser feita por uma brigada contratada e paga pela associação, situação que não devia acontecer, uma vez que já existe um contrato entre os comerciantes e o Governo da província.

Disse que a associação não possui condições de manter a brigada de limpeza, pois  alguns comerciantes não colaboram no pagamento dos brigadistas, dai a necessidade da intervenção das autoridades, no sentido de verem a questão dos resíduos sólidos na Gajajeira resolvida, por ser uma situação de insalubridade, sobretudo o lixo produzido pelas vendedoras ambulantes.

Por seu turno, o administrador do distrito do Rangel, Francisco Manuel Domingos, recebeu garantias da operadora Queiroz Galvão para recolha dos resíduos naquele local e em outras zonas onde existam grandes superfícies comerciais, para acabar com os aglomerados de lixo.

Reconheceu que falta aprimorar alguns aspectos com a operadora, para que cumpra com as suas responsabilidades com determinada qualidade, nas zonas da Gajajeira, Lino Amezaga e nas Pedrinhas.

A Associação dos Comerciantes da Gajajeira controla entre 150 a 160 comerciantes.

O Rangel tem um território estimado em 6,2 quilómetros e mais de 261 mil habitantes, distribuído pelos bairros do Rangel, Marçal e Terra Nova (sede distrital).

O distrito é limitado a Oeste pelo distrito da Ingombota, a Norte pelo Sambizanga, a Este o município do Cazenga e a Sul pelo distrito da Maianga e do Neves Bendinha.