Os visados indignados interrogam-se se como foi possível a gestão do município autorizar o início de construção das habitações sociais num terreno a partida proibido.

“Nós já metemos alicerces, há casas por quê que não falaram antes?” Esperávamos encontrar um documento, se realmente existe, um decreto do Governo da Huíla a dizer que ali ninguém deve construir, mas até hoje não há nenhum documento, disse um dos afectaods, enquanto outro acrescenta que “os documentos que nós temos passaram pela administração, não se pode proibir a construção de uma obra quando uma vez esse indivíduo está legal”.

Entre os afectados pela medida, há quem pergunta quem irá ressarcir os investimentos até agora efectuados nas obras.

“A maioria que estão aí são mulheres que compraram se calhar é por isso que estão a fazer isto”, diz um morador que quer saber o que as autoridades irão fazer. “

A Empresa Nacional de Navegação e Exploração de Aeroportos (ENANA), não fez qualquer pronunciamento sobre o assunto apesar de ser citada pelos moradores.

O administrador municipal do Lubango, Armando Vieira, admite erros de gestão do seu antecessor na cedência de terrenos numa reserva estratégica, que agora  pretende corrigir.

Sem entrar em detalhes, o gestor promete entregar terrenos aos visados, mas a prioridade, segundo Armando Vieira, é garantir segurança daqueles moradores.

“Possivelmente possa ter havido erros por parte da própria administração do passado dos colegas que abordaram este assunto no passado, mas nós queremos corrigir o que está mal e melhorar o que está bem. Naquela zona, por razões de segurança para a navegação aérea, não podemos continuar a permitir que se construam casas naquele perímetro, está em causa a própria segurança das pessoas”, sublinhou Vieira.

O Aeroporto Internacional da Mukanca foi reinaugurado em 2009, um ano antes de Angola acolher pela primeira vez o Campeonato Africano das Nações em Futebol.

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