Nos últimos três dias, a capital do Cunene, Ondjiva, registou cerca de 19 milímetros de precipitação (o equivalente a um litro de água por metro quadrado), com nove milímetros de chuva a cair entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, adiantou à Lusa Domingos Nascimento.

Segundo o director do Inamet, a precipitação foi registada em Ondjiva, “mas existem relatos de que ocorreu também noutros municípios”.

As previsões do Inamet para o último trimestre do ano apontam para chuva “normal ou com tendência superior ao normal”, até ao final de dezembro.

Quanto aos indicadores para os próximos dias “a tendência é continuar a chover até ao final do mês”, com alguma variabilidade de intensidade, revelou.

Domingos Nascimento indicou que tem chovido todos os anos entre 2013 e 2018, mas em quantidade inferior ao que seria normal na época das chuvas, ou seja, entre 300 a 350 milímetros por trimestre.

“Isto seria o normal, menos do que isso já pode criar inquietação”, afirmou o director do Inamet, acrescentando que a água é rapidamente absorvida pelo solo, devido às características semidesérticas na região.

No sul de Angola, onde não chove desde outubro de 2018, cerca de 2,3 milhões de pessoas nas províncias de Namibe, Huíla, Bié e Cunene estão a ser afectadas pela seca.

Segundo a Organização das Nações Unidas, no Cunene, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar nos primeiros três meses do ano mais do que triplicou, passando de 250 mil em janeiro para mais de 850 mil em março.

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