Alberto Tembo Sassa morreu, na madrugada de segunda-feira, na Clínica Girassol, em Luanda, em consequência das queimaduras resultantes da explosão da caldeira de fabrico artesanal na empresa de construção civil chinesa Zambiami, no passado dia 21 de Setembro do ano em curso, na província de Cabinda.

Trata-se da quinta vítima mortal do referido incidente, que atingiu 14 funcionários da referida empresa, sendo que até ao momento cinco acabaram por falar (três angolanos e dois chineses).

Três pacientes, sendo dois em estado crítico (angolanos) e um estado grave (chinês) continuam internados nos Cuidados Intensivos (UTI).

Na Clínica Girassol estão internados seis pacientes, sendo três na UTI (dois angolanos e um chinês) e três na enfermaria (internamento)– todos de nacionalidade chinesa.

Os demais estão internados no Hospital dos Queimados e na Clínica Multiperfil.

Os pacientes apresentaram-se com queimaduras graves de II e III graus.

Os trabalhadores foram evacuados para Luanda depois de terem sido atingidos pelo produto, derramado em alta temperatura, de uma caldeira artesanal de processamento de alcatrão e betão betuminosa que explodiu na hora dos ensaios.

A explosão ocorreu por volta das 16 horas do dia 21 de Setembro quando se procedia ao teste da referida caldeira.

A caldeira, de fabrico artesanal, tinha cerca de mil metros cúbicos de alcatrão no momento do processamento. A falta de controlo dos procedimentos de segurança provocou a explosão, tendo o produto, a altas temperaturas, atingidos os 14 trabalhadores que assistiam aos testes.

A empresa Zambiami trabalha em Cabinda no ramo da construção civil, há mais de oito anos, e conta com mais de 200 trabalhadores angolanos e 100 chineses, entre engenheiros civis, arquitectos e outros técnicos do ramo.

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