O projeto da jovem brasileira com apenas 21 anos – o Aqualuz – purifica água por meio de radiação ultravioleta através de um aparelho acoplado a cisternas e reservatórios de água usados comummente nas regiões semiáridas do Brasil, eliminando 99,9% das bactérias sem a utilização de qualquer produto químico, destaca o portal das Nações Unidas.

No universo da lusofonia, a bióloga e exploradora angolana Adjany Costa, com 29 anos, foi outra vencedora do prémio Jovens Campeões da Terra, tendo sido distinguida pelos seus esforços de conservação de água e biodiversidade em Angola.

Cada um dos sete vencedores do prémio criado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), receberá 15 mil dólares (13,58 mil euros) para desenvolver o respetivo projeto e 9 mil dólares (8,15 mil euros) para investir em comunicação e comercialização, para além de formação, orientação e “convites para participar em reuniões de alto nível da ONU”, segundo o portal da ONU News.

O PNUA compromete-se ainda a documentar e a atualizar regularmente nas redes sociais através de notícias e vídeo-blogues ao longo do próximo ano as “iniciativas criativas, inovadoras e impactantes dos campeões”.

Em declarações à ONU News, Anna Luísa Beserra manifestou a esperança de que o prémio permita maximizar os resultados do projeto, “com mais exportações, mais avanços na tecnologia, tudo voltado para beneficiar as pessoas que mais precisam no semiárido [região brasileira] do acesso à água potável”.

A “campeã” brasileira considera ainda que o prémio oferece a oportunidade do seu projeto se expandir para África e Ásia. “Já disse para a equipe que a gente vai levar uma unidade na mala para poder entregar a alguém que possa levar e implantar em algum país do continente africano. Eu já estou mirando, na verdade, uma ganhadora da África, que é uma angolana. Vou tentar fazer contacto com ela e convencer ela a nos ajudar a expandir o Aqualuz e a tentar salvar vidas na África”, afirmou à ONU News.

A bióloga angolana Adjany Costa foi distinguida pelo seu trabalho com a comunidade Luchaze nas terras altas do leste angolano, ameaçadas por práticas insustentáveis que ameaçam a sua subsistência, após uma guerra civil que durou três décadas, e a remoção das minas terrestres da floresta de Miombo.

À medida que as comunidades retornam às suas terras de origem, proteger a floresta de Miombo, que retém água e alimenta e a biodiversidade, é fundamental para proteção ambiental, destacou a ONU.

O prémio Jovens Campeões da Terra deste ano distinguiu sete projetos de jovens empreendedores de África, América do Norte, América Latina e Caribe, Ásia e Pacífico, Europa e Ásia Ocidentale será entregue durante a cerimónia dos Campeões da Terra em Nova Iorque, no próximo dia 26 de setembro, coincidindo com a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas e a Cimeira de Ação Climática.

O prémio é concedido pelo PNUA e oferecido pela Covestro, uma das maiores empresas de fabricantes de polímeros do mundo.

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