A informação consta de um comunicado de imprensa chegado hoje à Angop, segundo a qual, a Brigada terá a missão de efectuar patrulhamento e fiscalização ao longo do perímetro dos campos de cultivo da Biocom para desencorajar queimadas anárquicas por parte de caçadores furtivos e outros cidadãos.

A Biocom terá ainda como atribuições, elucidar e sensibilizar às comunidades sobre as consequências das queimadas e responsabilizar criminalmente os implicados e os funcionários das empresas circundantes do Projecto que auxiliam ou colaboram na prática de actos de vandalismo, queimadas e invasão de terras.

A medida surge pelo facto da referida fazenda agro-industrial sofrer, nos últimos tempos, constantes queimadas feitas por pessoas desconhecidas, facto que afecta as culturas de cana e os cabos de transportação de energia que alimentam o município de Cacuso, a cidades de Malanje e de Luanda, a partir das barragens de Capanda e Laúca, causando frequentes cortes de energia nestas regiões.

Refira-se que Oitocentos e 46 hectares de cana-de-açúcar da Biocom foram destruídos, de Junho à data por queimadas anárquicas, perpetradas por caçadores furtivos, causando prejuízos de 250 milhões de kwanzas, além das implicações negativas na transformação do açúcar em etanol, tendo em conta o nível de carbonização do canavial.

Instalada no Pólo Agro-industrial de Capanda, no município de Cacuso, a Biocom ocupa uma área de 81 mil e 201 hectares, dos quais 11 mil e 55 estão reservados à preservação da fauna e flora, 70 mil e 102 mil hectares virados à produção agrícola, prevendo até 2025, atingir a produção de 256 mil toneladas de açúcar.

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