Implantada no Lobito em resposta a um pedido de Dom Óscar Braga, o segundo Bispo da Diocese de Benguela, a instituição está a dar formação básica em hotelaria e turismo e informática, gratuitamente, a cem mulheres oriundas de vários pontos da província.

Em nome da coordenação, a religiosa Vilin Caroline dos Santos, uma brasileira na primeira experiência em África, diz ser um desafio chegar a determinados espaços para convencer mulheres com idades entre os 18 e 37 anos, sobretudo agora com os reflexos da Covid-19.

“Uma pesquisa séria e com levantamentos diz que a prostituição cresce e assusta. Nesta altura por causa da pobreza, as ‘zungueiras’ já não andam livremente a vender produtos, muitas pessoas perderam o seu emprego’’, adianta Santos que acrescenta estar “a ver como alterar a maneira de agir” e, para tal, “precisamos da ajuda do Governo’’.

O aumento da prostituição não é a única realidade a preocupar a organização Oblata do Santíssimo Redentor, que está há 25 anos em Angola.

‘’Elas não chegam apenas para o curso, nós fazemos um acompanhamento psíquico-social e vemos que há o HIV/SIDA, a sífilis, além da tuberculose e hepatite. Se temos aqui cem, podemos dizer que 65% têm esse problema’’, indica Santos.

Entre as beneficiárias dos cursos, há uma grande vontade de aprender para um futuro sustentável.

“Estamos muito felizes, queremos arranjar um emprego para mostrar o que aprendemos. As outras que precisam também podem vir’’, dizem formandas.

A VOA procurou obter um pronunciamento do Governo de Benguela, mas dois responsáveis do Gabinete Provincial de Acção Social, Família e Igualdade do Género disseram que nunca tinham ouvido falar do centro social ‘’Renascer’’, que chegou a assistir duzentas e cinquentas mulheres.

Agora apenas com o apoio da Igreja Católica para o caso de Benguela, dada a limitação de empresas privadas que vinham ajudando, esta organização de beneficência está em 15 países.

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