O chefe da diplomacia angolana proferiu essas palavras ao discursar na cerimónia da assinatura do Acordo-Quadro entre Angola e a Santa Sé, que prevê, entre outros, o reconhecimento da personalidade jurídica da Igreja Católica em Angola e a titularidade dos seus imóveis.

Manuel Augusto enalteceu também a contribuição da Igreja Católica nos domínios da educação, saúde e cultura.

Considerou o Acordo-Quadro um importante instrumento que contribuirá para o estreitamento e fortalecimento das relações entre o Governo angolano e a Santa Sé, assentes nos princípios do reconhecimento da soberania e da independência dos Estados.

Segundo o ministro, as dinâmicas resultantes do fenómeno da globalização e a necessidade de enfrentar os novos desafios delas resultantes obrigam os Estados, através dos governos, a encontrarem respostas e adoptarem medidas que satisfaçam as necessidades e os anseios das populações.

Estas e outras razões, sustentou Manuel Augusto, levaram a que a negociação do presente Acordo fosse relativamente longa no tempo e intensa na substância.

A República de Angola é um Estado laico, cuja população professa maioritariamente o cristianismo, sendo cerca de 60 por cento da mesma constituída por católicos.

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