Segundo os profissionais deste sector, são numerosos os desafios em relação ao futuro. Melhores condições salariais, de trabalho e promoção das carreiras são algumas das reivindicações dos enfermeiros angolanos que representam mais de 70% da força de trabalho de um sistema nacional de saúde com carências. Com efeito, ao defender um maior investimento público no sector, a Ordem dos Enfermeiros de Angola revelou ontem que mais de 10 mil profissionais estão no desemprego quando o sistema de saúde do país precisa de mais Recursos Humanos.

Numa mensagem divulgada ontem, o Presidente João Lourenço enalteceu a “dedicação e sacrifício” da classe em Angola, sublinhando as “condições difíceis” em que os enfermeiros levam avante a sua missão. Ao admitir que o Estado “deve continuar a empenhar-se cada vez mais na melhoria das condições de vida e de trabalho” dos profissionais do sector, o chefe de Estado recordou que o Governo aprovou o novo “regime de carreira” cujo objectivo é o reconhecimento e valorização da classe, um regime que abrange actualmente cerca de 7 mil enfermeiros, segundo o executivo.

Mais pormenores com Avelino Miguel.

Refira-se ainda que o país assinalou este Dia Mundial do Enfermeiro num momento em que enfrenta uma epidemia de sarampo na Lunda sul, no nordeste do país, que, desde Março, já causou mais de 50 mortos sobre um pouco mais de 1.200 casos diagnosticados. Desde ontem, tem sido conduzida uma campanha de emergência naquela zona do país para vacinar 85 mil crianças com menos de 5 anos de idade. A Ministra angolana da saúde que se deslocou para a região neste âmbito assegurou que o surto está a ser controlado.

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