De acordo com a declaração, "é a necessidade improrrogável de continuar a trabalhar para superar as desigualdades que caracterizam a região da América Latina e do Caribe", disse aos jornalistas Laís Abramo, diretora de Desenvolvimento Social da Comissão Económica para a América Latina (Cepal).

Os governos latino-americanos comprometeram-se a "eliminar as condições que geram desigualdades e que expressam situações de discriminação, violência de género e exclusão social" em relação às mulheres.

Além disso, reafirmaram a necessidade de impulsionar políticas para erradicar a discriminação de populações afrodescendentes e indígenas.

Durante dois dias, 40 autoridades de 20 países, incluindo ministros e principalmente líderes relacionados com desenvolvimento social, reuniram-se no Panamá para examinar o progresso da região no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Esses ODS são um conjunto de compromissos adoptados em 2015 por 193 líderes mundiais para erradicar a pobreza e a desigualdade em 2030.

Segundo os especialistas, a desigualdade não se mede apenas em relação à renda, mas também pelo acesso a serviços básicos de saúde ou educação, equidade salarial e possibilidade de acesso a cargos políticos ou de gestão.

Nesse sentido, as mulheres, os afrodescendentes e os indígenas são os que mais sofrem com a desigualdade na região, segundo a ONU.

"Na região da América Latina e do Caribe, a superação da pobreza significa, principalmente, superar a desigualdade, e a desigualdade não é apenas sobre a renda, mas sobre os direitos das pessoas", disse Abramo.

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