Em reacção a um convite lançado pela vice-governadora de Benguela, o deputado Alberto Ngalanela, secretário provincial do ‘’galo negro’’, lamenta o que chama de apatia das autoridades em matéria de políticas públicas, quando o seu partido vem reunindo mantimentos há seis anos.

O segundo secretário do Comité Provincial do partido no poder, Capewa Kalianguila, juntou à campanha quatro toneladas de produtos diversos, com realce para alimentos, depois a vice-governadora para a área social e política, Deolinda Valiangula, no apelo à oposição.

“Acreditamos que os outros partidos vão seguir o exemplo do MPLA, até porque este governo é do MPLA e faz todo o sentido andarmos juntos. Agradecemos este gesto’’, avança a governante.

Iniciativa esta, segundo o deputado Alberto Ngalanela, que reflecte a falta de políticas para uma crise que se arrasta desde 2013, quando, conforme lembra, a Unita despertou o país ao proceder a entrega de doações.

‘’A UNITA também mobilizou os seus militantes para esta campanha, mas pretende fazer do sofrimento do povo uma disputa eleitoralista, uma arma para eleições. Aliás, nós despoletámos tudo em 2013, fizemos, agora, com que o Presidente tomasse conhecimento da situação. Lamentamos, contudo, a falta de medidas estruturantes’’, sublinha Ngalanela.

Também em declarações à VOA, o secretário provincial da CASA-CE, Zeferino Cuvíngua, louva a iniciativa, mas critica o que considera ser falta de responsabilidade nos actos de entrega, à semelhança do sucedido na altura das cheias de 2015 em Benguela

‘’Louvamos a iniciativa, merece aplausos. Só que pela experiência do Lobito, vemos que os actos de entrega não são responsáveis, são partidarizados’’, diz aquele político.

No acto em que o Governo Provincial anunciou ter conseguido já 94 toneladas de bens para o Cunene e o Kuando Kubango, no final de semana, a directora do Gabinete da Acção Social, Leonor Fundanga, foi confrontada com a penúria alimentar no Capilingo, arredores da cidade de Benguela, com mais de trezentas famílias.

‘’Dentro de poucos dias também ajudaremos as populações das nossas províncias, estamos a criar condições. Vamos para lá com alguns utensílios’’, garante a directora.

No Capilongo, imediações de campos agrícolas, recorre-se a frutos silvestres por força da penúria alimentar.

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