Chamam-se Just 6 e fazem um enorme sucesso na África do Sul: um grupo vocal masculino à capela que funde o tradicional e o moderno e que leva a música sul-africana em digressão pelo mundo.

Em Bona, na Alemanha, os Just 6 apresentaram-se no festival anual Beethovenfest ao lado do conjunto alemão feminino Sjaella (nome inspirado na palavra sueca para alma). A acompanhar, a Orquestra Juvenil da Alemanha – a receita para uma verdadeira fusão das culturas do sul de África e da Europa Ocidental, com o apoio da DW.

A conquistar palcos desde Moscovo a Bona

Com uma mistura de jazz contemporâneo, pop, RnB, gospel e soul, os Just 6 procuram uma sonoridade verdadeiramente global. Intitulam-se "a banda sem instrumentos" e conquistaram não só o público na Alemanha, como também na Rússia – algo que a banda não esperava.

"Fomos muito bem recebidos em Moscovo. Estivemos lá para o Festival à capela da Primavera. Públicos diferentes, energias diferentes. E, engraçado, os russos são pessoas mesmo simpáticas. Estavam a dançar e a sorrir, algo que, aparentemente, não é assim tão comum lá. Conseguimos aquecer o coração deles", dizNtuthuko Malaza, um dos membros do grupo.

Em Bona, terra natal do Beethoven, impõe-se saber o que pensa um grupo vocal à capela sul-africano do compositor alemão do século XVIII. Um facto chamou a atenção de Kwande Cakata, outro cantor do grupo: "Sei algumas coisas sobre ele. Sei que a um certo ponto da sua carreira ficou surdo, enquanto compunha algumas das suas obras. É impressionante saber que ele fez alguma da sua música sem conseguir ouvir nada".

Música, paz e reconciliação

A África do Sul tem sido notícia pelos piores motivos, com uma onda de ataques xenófobos e denúncias de corrupção entre as elites políticas. E o ambiente em muitas zonas do país é de tensão. Para os Just 6, a música é uma forma de promover a reconciliação e a paz.

"Estamos a enfrentar um problema diferente agora na África do Sul, é mais social. Como viver juntos e todas essas coisas. Aconteceu muita coisa nos últimos anos que resultou nesta falta de união e nesta forma como vivemos em conjunto. Penso que a música que fazemos é a melhor forma de voltar ao espírito que venceu no final dos anos 80, início dos anos 90", explica outro membro do grupo.

por:content_author: Ineke Mules, Tracy Kariuki, mjp

 

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