"Temos estado a conversar com os sindicatos dos pilotos, dos trabalhadores assistente de bordo e temos negociado, os encontros de concertação decorrem, todo tipo de reivindicação não deve inviabilizar a continuidade da empresa", afirmou o presidente da comissão executiva da operadora, Rui Carreira.

O administrador, que falava em Luanda, num encontro com a comunicação social, confirmou que pilotos e assistentes de bordo da TAAG pretendem paralisar durante dez dias, a partir de 05 de setembro.

"Houve oficialmente sim uma declaração de greve e acredito que vamos a um bom termo", afirmou Rui Carreira, adiantando que a "perda real do poder de compra" nos salários consta das reivindicações.

Para o presidente executivo, em relação às preocupações dos pilotos, "muitas delas são legítimas, uma delas é perda real do poder de compra", mas, observou, "isso afecta todos”, embora no caso dos pilotos “evocam sempre razões de segurança".

“Temos que olhar para uma questão de estabilidade na dimensão de todos os profissionais da empresa, mas há muita vontade de dialogar entre as partes, tem havido muita razoabilidade nos argumentos e estou convicto que tudo vai acabar bem", admitiu.

A TAAG é um das 195 empresas que o Governo angolano deve privatizar até 2022 no âmbito do Programa de Privatizações (ProPriv) apresentado, em Luanda, na semana passada.

A transportadora conta actualmente com 3.100 funcionários.

Segundo o presidente da transportadora estatal, a problemática de fraudes ao nível dos seus serviços tem sido acautelada com a implementação de sistemas de vigilância e de controlo dos ‘softwares’, assegurando que a "anterior impunidade acabou".

"Tem estado a diminuir bastante o nível de fraude, nos casos de fraude detectados as pessoas são penalizadas. Se antigamente estava instalada uma impunidade, essa impunidade acabou", garantiu.

O dirigente reconheceu não poder dizer “que a fraude já acabou”, mas assegurou: “Sempre que tivermos prova vamos atacar com os dispositivos legais ao nosso dispor para combater esse fenómeno negativo que corrói a empresa, não só do ponto de vista moral, mas também financeiro”.

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