As vítimas mortais são uma cidadã de cerca de 60 anos de idade (tia) e dois sobrinhos, sendo uma adolescente de 15 anos, que acompanhava o cortejo fúnebre do próprio pai, e um cidadão de 37 anos (que morreram no local), além de um bebé de oito meses que faleceu a caminho do hospital.

Segundo informações da polícia, o motorista de uma viatura Hyundai H100 proveniente do Lobito, terá invadido a faixa contrária e embateu, primeiro, num automóvel ligeiro de passageiros Chevrolet e, depois, numa Toyota Hilux, em cuja carroçaria as vítimas seguiam a caminho de um funeral.

Em declarações à Angop, o chefe de Departamento de Segurança e Prevenção Rodoviária em Benguela, inspector-chefe Silva Ribeiro Canguengue, indicou que tudo aponta para excesso de velocidade, associado a uma falha mecânica, como causa do acidente, que ainda deixou 12 pessoas gravemente feridas.

O inspector-chefe lembra que todos os ocupantes que se encontravam na parte traseira do Toyota Hilux, ao lado da urna, estavam sem protecção nenhuma e o impacto da colisão fez com que fossem projectadas a alguns metros de distância, provocando esta fatalidade.

Aquele oficial da Direcção Provincial de Viação e Trânsito ainda acrescentou que o condutor de um outro veículo ligeiro Kia, que fazia parte do cortejo fúnebre, na tentativa de evitar colidir, acabou por despistar-se, o que aumenta o número de viaturas envolvidas no sinistro para quatro.

Dos 12 feridos, entre os quais o próprio motorista da viatura que provocou o acidente, sete estão a ser assistidos no Hospital de São Pedro, no município da Catumbela, enquanto outros cinco, em estado mais grave, foram encaminhados para o Hospital Geral de Benguela.

Por outro lado, o chefe de Departamento de Segurança e Prevenção Rodoviária desaconselha o transporte de pessoas em carroçaria devido à falta de protecção, o que faz com que o risco de perdas de vidas humanas, em caso de acidente, seja maior.

Entretanto, Luís Caála, motorista do veículo Toyota Hilux que seguia em frente do cortejo fúnebre, explica que os familiares saíram de Benguela com destino ao cemitério do Luongo, na Catumbela, para enterrar os restos mortais de um ente querido.

“Posto aqui, vi a viatura a vir no sentido oposto. Tentei esquivar, mas já não me deu jeito e embatemos”, referiu visivelmente consternado, salientando que a família está em estado de choque pela perda de três pessoas, que moravam na Catumbela.

Apesar do acidente, a urna, que também foi projectada a alguns metros, acabou por ser colocada noutra viatura e o funeral aconteceu no mesmo cemitério, num ambiente de grande comoção.

A circulação rodoviária nas imediações do condomínio Boa Esperança, no Luongo, Catumbela, já decorre com normalidade, depois de ter sido interrompido para facilitar a retirada dos veículos acidentados e os destroços na estrada que liga as cidades de Benguela e Lobito.

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