As mulheres que tiveram mais de três abortos espontâneos ao longo da vida têm um risco cinco vezes superior de sofrer um ataque cardíaco.

As conclusões, citadas pelo jornal português Diário de Notícias, são de um estudo alemão divulgado ontem na publicação Heart e podem servir de alerta para as milhares de mulheres que todos os anos perdem um bebé até às 20 semanas.

A associação entre estes dois factores é nova mas pode ajudar a explicar porque é que 40% das gravidezes não têm sucesso, segundo estatísticas internacionais.

"Em muitas gravidezes, a causa do aborto espontâneo é uma alteração da coagulação sanguínea. Muitas vezes, é através da gravidez, que não vai para a frente, que as mulheres descobrem que têm este problema", afirmou ao DN Fernando Cirurgião, director do Serviço de Obstetrícia do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa. Nestes casos, a terapêutica é simples, e basta tomar uma medicação que contrarie esta alteração na coagulação do sangue.

"É uma situação muito recorrente. Às vezes, as mulheres nem se apercebem que engravidaram", porque muitas vezes o fim da gravidez confunde-se com uma menstruação mais abundante e as mulheres nem procuram os serviços de saúde, acrescenta Fernando Cirurgião.

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