Uma mão gigantesca que foi descrita como “um pesadelo (do escritor de terror) Lovecraft que ganhou vida” foi colocada no topo da Galeria da Cidade de Wellington, na Nova Zelândia.

A instalação Quasi, de Ronnie van Hout, foi levada ao local de helicóptero na segunda-feira, com vista para o centro cívico da cidade.

A obra de arte, criada em 2016, originalmente ficava no topo da Galeria de Arte de Christchurch, também na Nova Zelândia. Hoje está emprestada à cidade de Wellington, onde permanecerá pelos próximos três a quatro anos.

A operação de transporte custou US$ 47 mil (o equivalente a R$ 193 mil), incluindo custos com guindaste, informa a imprensa local.

A realocação da escultura de cinco metros de altura, que pesa 400 quilos, provocou uma mistura de repulsa e orgulho cívico na capital da Nova Zelândia.

Algumas pessoas a odeiam, mas…

Uma mulher disse à imprensa local que a escultura “Lovecraftiana” a deixou “profundamente desconfortável e perplexa”. A referência é ao escritor americano HP Lovecraft, do início do século 20, conhecido por suas obras de terror repletas de criaturas de pesadelo e para além da imaginação dos mortais.

Usuários do Twitter estão comparando a face da obra de arte ao rosto do presidente dos EUA, Donald Trump, e fazendo analogias com a Mãozinha, a mão com vida própria da Família Addams.

Mas também há apoio para a mão. “Bravo!”, diz que um usuário do Twitter ao dar as boas vindas à arte pública desafiadora no horizonte da cidade. No Facebook, outro usuário afirma: “Adorei. As pessoas que odeiam (a escultura) são incrivelmente chatas”.

No entanto, moradores de seu lar anterior não parecem muito tristes ao se despedir de Quasi: “Muito feliz que ele saiu de Christchurch”, muitos comentam no Facebook.

A obra de arte foi batizada de Quasi, inspirada em Quasimodo, o personagem principal do livro de 1831 do escritor francês Victor Hugo, O Corcunda de Notre Dame. Van Hout diz que a peça recebeu esse nome porque “é uma forma humana que também não é humana. A ideia é de algo que se assemelha a um humano, mas não é bem humano”.

O curador-chefe da Galeria da Cidade de Wellington, Robert Leonard, disse ao site Stuff.nz que a peça diz respeito a como coisas diferentes tendem a ser mal interpretadas. Notando como o parisiense Quasímodo acabou sendo amado pelo povo da capital francesa, ele opinou que as pessoas serão capazes de ver além da “repugnância da peça, sua desfiguração, seu horror e (decidir que a obra de arte) quase pedir para ser amada”.


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