O ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Marcos Nhunga, participou na manhã desta segunda-feira (24), na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em Roma na conferência que avaliou os progressos de Angola e de todo o continente africano no compromisso de erradicar a fome até 2025.

Com os poucos recursos que temos e buscando consensos nacionais temos que decidir sobre o que é prioritário porque o nosso objectivo aqui é a auto-suficiência alimentar. Temos que garantir que todos os angolanos tenham uma alimentação condigna”, instou Nhunga.

Nhunga também admitiu que Angola está distante de atingir as metas da Declaração de Malabo adotada em 2014 para acelerar o desenvolvimento agrícola em África.

É verdade que nós estamos muito distantes. O acordo era que os governos deveriam investir no mínimo 10% de seu orçamento em agricultura e pecuária, mas isto não acontece realmente em Angola”, lamentou o ministro.

Com a aprovação do Orçamento revisto na semana passada pelo parlamento em Luanda, a pasta da agricultura e florestas ficou com menos de 1% da verba pública para 2019.

“lInfelizmente não é o orçamento desejável. Nós já havíamos dado um pulo de 0,4% para 1,7%, mas com o orçamento revisto voltamos a sair de 1,7% para 0,9%. Mas já é bom, aumentamos 0,5%. O importante é seguir trabalhando porque é o dinheiro que o país tem, é o orçamento possível”, argumentou.

Um indicador positivo de Angola foi o aumento na média da colheita de milho que em três anos passou de 600 quilos para 1,5 tonelada.

Se continuarmos assim quem sabe daqui a três, quatro anos Angola se torne auto-suficiente na produção de milho”, apostou Marcos Nhunga.

O encontro aconteceu no âmbito da 41a Conferência da FAO que no domingo elegeu o chinês Qu Dongyu como novo director da agência.

Confira aqui a correspondência de Rafael Belincanta em Roma.


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