Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 0,40%, para os 29.348,03 pontos.

O Nasdaq valorizou 0,87%, para as 9.817,18 unidades, e o S&P500 progrediu 0,47%, para as 3.386,15.

“O coronavírus já não é tão importante quanto poderia ser” para os investidores, estimou Maris Ogg, da Tower Bridge Advisors. “Vemos o número de novos casos a diminuir, o que significa sem dúvida que o pior já passou”, considerou esta analista.

O número de contaminações conheceu ontem a sua subida mais baixa no último mês.

Apesar de um balanço humano que já ultrapassa os dois mil mortos, a Organização Mundial de Saúde manifestou-se tranquilizadora: fora da província de Hubei, epicentro da epidemia, a doença “afeta uma muito pequena proporção da população” e 80% dos doentes sofrem de uma forma benigna da doença.

A dificuldade agora é a de se interpretar corretamente os próximos indicadores, estimou Ogg.

“Estávamos a começar a ter no fim do ano passado números positivos do PMI [um indicador da atividade dos diretores de compras] sobre a atividade na Europa e na China, o que sugeria que o pior do arrefecimento económico tinha sido ultrapassado”, recordou.

Entre as consequências económicas da suspensão pela Boeing da produção do 737 MAX, nos EUA, e do novo coronavírus, “vão existir distorções muito importantes”.

A epidemia do novo coronavírus ocorre em contexto de uma economia internacional já enfraquecida e que não estava necessariamente bem preparada para a combater se se prolongar no tempo e estender no espaço, avisou hoje a diretora do Fundo Monetário Internacional.

Mas “no final, o apoio monetário (dos bancos centrais) vai continuar a alimentar a subida dos índices”, previu Ogg.

Divulgadas durante a sessão, as atas da reunião da Reserva Federal não tiveram impacto nos mercados.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.