Segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, as vendas de veículos utilitários desportivos, 'minivans' e 'sedans' caíram 2,6%, em relação ao mesmo mês do ano anterior, para 1,5 milhão de unidades.

Em fevereiro e março, o setor registou uma contração de 81,7% e 48,4%, respetivamente, à medida que concessionárias de automóveis foram obrigadas encerrar, como parte das medidas para conter a propagação do novo coronavírus.

“O mercado automóvel regista sinais óbvios de recuperação”, disse o grupo, em comunicado.

A mesma fonte apontou que as vendas de veículos utilitários desportivos registaram um “pequeno aumento”, sem avançar detalhes. As vendas de outros tipos de veículos foram menores, no entanto.

As vendas de veículos híbridos caíram 26,5%, em relação a abril de 2019, para 72.000 unidades. Nos primeiros quatro meses do ano as vendas caíram 43,4%, para 205.000.

 O Partido Comunista Chinês ordenou a reabertura gradual das fábricas, restaurantes e lojas em março, depois de declarar vitória sobre o surto, mas muitos dos consumidores perderam o emprego ou sofreram cortes salariais, pelo que continuam reticentes em fazer grandes compras.

No conjunto dos primeiros quatro meses do ano, as vendas de veículos de passageiros caíram 35,3%, em relação ao ano anterior, para 4,4 milhões de unidades, destacou a Associação.

Em 2019, as vendas de automóveis caíram pelo segundo ano consecutivo na China, à medida que a guerra comercial com Washington e a desaceleração da economia chinesa afetaram a confiança do consumidor.

A queda nas vendas é um golpe para as fabricantes globais, cujo aumento das receitas depende do mercado chinês, face a crescimentos anémicos nos Estados Unidos e na Europa.

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