Ana Dias Lourenço, que falava na 24ª Assembleia Geral da Organização das Primeiras-Damas Africanas, sob o lema “Igualdade do Género e Empoderamento da Mulher: o caminho para a África que queremos”, afirmou que se deve potenciar o desenvolvimento económico e social, a difusão da inovação, a criação de emprego e a sustentabilidade ambiental.

Ana Dias Lourenço afirmou que a defesa da igualdade de género e empoderamento da mulher é a legitimação do gozo dos direitos e do tratamento igual entre mulheres e homens, raparigas e rapazes, significando que todo ser humano é livre de desenvolver as suas aptidões e de proceder às suas escolhas, independentemente das restrições impostas pelos papéis tradicionalmente atribuídos às mulheres e aos homens.

Durante a sua intervenção, Ana Dias Lourenço destacou igualmente o trabalho desenvolvido em prol do empoderamento da menina e dos jovens na plataforma “Transforme Vidas, Seja Mulher”, entre as quais a promoção da cultura e arte, encontros, debates e acções de sensibilização dos jovens e o ciclo de conferências “Educar para a Cidadania”.

De acordo com a Primeira-dama, a promoção de políticas direccionadas  a  educação, capacitação, desenvolvimento profissional e o empoderamento das mulheres são cruciais, pois ajudam a promover a igualdade do género.

“As iniciativas de apoio às comunidades e as de activismo social são chave na implementação dos objectivos do Desenvolvimento Sustentável”, reforçou.

Apontou a saúde da população, em particular a materno infantil, com foco nas mulheres em situação de maior vulnerabilidade, as que vivem com VIH, como uma das áreas da sua actuação.

Em relação a Campanha Nascer Livre para Brilhar, avançou, tem como meta reduzir a taxa de transmissão do VIH de mãe para filho de 26 por cento  para 14 por cento, em 2021.

A intenção, adiantou, é atingir, em 2030, a meta de 0 transmissões, para que o país seja declarado livre do VIH.

O Plano Operacional de Prevenção da Transmissão de VIH de mãe para filho assente em quatro eixos de intervenção, nomeadamente: prevenção primária do VIH e das gravidezes indesejáveis, prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho, tratamento pediátrico e áreas transversais e planos provinciais para as 08 províncias prioritárias.

Para este ano, adiantou, serão reforçadas as acções iniciadas em 2019 e  as actividades para melhorar a cadeia de abastecimento de medicamentos ao nível das unidades de saúde, a execução do programa de apoio alimentar com uma cesta básica e oferta de kits às grávidas que realizem as consultas de pré-natal nas unidades de saúde, bem como aumentar a cobertura do diagnóstico precoce infantil e a do tratamento anti-retro viral –TARV, por forma a garantir a sustentabilidade do plano e o cumprimento dos objectivos e metas previstas.

Durante o encontro, a organização realizou o balanço do primeiro ano de implementação do Plano Estratégico da OAFLAD 2019-2023, no âmbito das principais áreas de intervenção da organização, nomeadamente o VIH/ Sida, doenças não comunicáveis, saúde reprodutiva e materno infantil, igualdade do género e empoderamento da mulher e dos jovens, assistência social, em particular das pessoas com deficiência e reforço da capacidade institucional.

As primeiras-damas de Angola, República Democrática do Congo, República Centro Africana, Tchad, Ghana, Gâmbia, Sudão, Mali, Serra Leoa e Níger partilharam a sua experiência sobre as acções desenvolvidas no âmbito da implementação do Plano Estratégico.

Comprometeram-se em apoiar acções de grande impacto e financeiramente sustentáveis para o avanço da igualdade do género e empoderamento da mulher, promover a educação das meninas e igualdade do género, o empoderamento económico e a inclusão financeira da mulher.

No encontro comprometeram-se, igualmente, a advogar para a eliminação de práticas nocivas, como a mutilação genital feminina e os casamentos de crianças, por uma legislação e estrutura jurídica abrangentes que respondam a violência do género contra a mulher, apoiar campanhas inovadoras e o diálogo contínuo para a transformação de normas sociais e culturais que inibam os direitos das mulheres.

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