Segundo o comunicado de imprensa enviado pelo SAPO, a previsão foi avançada pelo Economista-chefe de Angola e Moçambique, Fáusio Mussá, durante o primeiro Brifieng Económico via teleconferência, realizado pelo banco.

A iniciativa contou com um total de 270 participantes, entre reguladores e instituições públicas, como também representantes de sectores chave da economia de Angola, Moçambique e África do Sul.

Na ocasião, o economista também partilhou a sua opinião enquanto analista relativamente ao impacto da pandemia de Covid-19 e o baixo preço do petróleo na economia angolana, assim como as perspectivas económicas para o ano de 2020 pós pandemia.

O responsável afirma que os elevados níveis de pobreza e desemprego, o tamanho elevado do sector informal, os serviços de saúde pública inadequado e a capacidade limitada para efectuar testagem são os factores que tornam difícil a implementação de medidas de completo distanciamento social em África. Em consequência destes factores, arrasta-se a degradação contínua da economia, sendo que a variação percentual do volume de comércio mundial bens e serviços apresenta este ano uma descida de mais de 10 % e a negociação do preço do petróleo abaixo dos 20 dólares por barril em Abril, reflectem uma contração da procura mundial.

O Covid-19 está a causar uma profunda recessão à escala mundial em 2020, mas com recuperação em 2021, e segundo o economista, uma grande parte das economias do Continente Africano vão precisar de ajuda externa e que o perdão de uma parte da dívida externa está a ser considerado, mas aclara que sem uma reestruturação da dívida soberana com a China o ajustamento fiscal em Angola mantém-se doloroso.

Segundo o especialista, a economia Angolana deverá continuar em recessão o que torna difícil a diversificação e prevê para este ano uma inflação média anual de 20,7% e 22.3% para o próximo ano.

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