As referidas bombas, que atendiam apenas clientes com recipientes de 25 e 200 litros, utilizados pelos contrabandistas, foram encerradas numa acção conjunta entre a Sonangol Distribuidora e a Administração Municipal do Soyo.

A propósito, administradora municipal do Soyo, Lúcia Maria Tomás, disse acreditar que esta medida vai desencorajar os proprietários de outros postos privados a enveredarem pelo tráfico de combustível.

As outras cinco bombas em funcionamento na localidade foram orientadas a venderem combustível apenas a utentes de viaturas e motociclos no máximo das capacidades dos seus reservatórios, incluindo aos detentores de grupos geradores devidamente certificados.

Lúcia Maria Tomás, desmentiu, na ocasião, haver envolvimento de membros dos órgãos de defesa e ordem pública neste negócio ilegal e bastante lucrativo.

Um litro de gasolina e gasóleo que nas bombas de combustível em Angola custa 160 e 135 Kwanzas, respectivamente, estes preços chegam a quadruplicar na RDC, por via do contrabando.

O município do Soyo possui vários canais fluviais navegáveis e ilhas habitadas por nacionais ao longo do curso do rio Zaire que também o delimita com a localidade congolesa do Mwanda.

Esta complexidade geográfica, difícil de fiscalizar na sua totalidade, tem sido utilizada por cidadãos nacionais e congoleses democráticos para incentivar o tráfico de combustível e auxiliar a imigração ilegal.

O comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Paulo de Almeida, que constatou há dias esta realidade, prometeu o reforço em meios técnicos e recursos humanos ao longo da fronteira fluvial desta região com a República Democrática do Congo (RDC).

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