Em entrevista à Angop, a responsável considera baixa a safra registada na segunda época da campanha agrícola 2019-2020, uma vez que os camponeses obtiveram apenas 115 toneladas de feijão, 55 toneladas de milho, nove de batata-doce e seis toneladas, respectivamente, de cebola e tomate.

Segundo a gestora da Repartição Municipal da Agricultura no Lobito, embora ainda não seja possível calcular o declínio da produção, tudo indica que houve uma quebra em relação à primeira época da presente campanha agrícola.

A região atingiu na campanha do ano passado, entre Setembro e Novembro, as 150 toneladas de milho, 162 de mandioca, 10 de gingumba, 24 de tomate e igual quantidade de pimento e cebola, nas comunas da Canjala e do Egipto-Praia, a par da povoação do Culango.

“Depois da primeira sementeira, preparamos as terras com tractores ou manualmente e atiramos a segunda sementeira”, salientou, apontando que o desgaste dos nutrientes dos solos, devido a insuficiência de “inputs” por parte dos camponeses, pode estar por detrás do encolhimento das colheitas.

Porém, frisou que nesta época de “cacimbo” – Maio, Junho, Julho, boa parte das cooperativas no interior do Lobito privilegia a cultura do feijão, sobretudo a variedade conhecida como “manteiga”, pelo seu valor comercial no mercado.

Explica ainda que a produção envolveu 31 cooperativas agro-pecuárias, num total de 5.683 camponeses, dos quais 2.336 homens e 3.347 mulheres, além de cinco associações (214 associados) e 20 pequenos agricultores.

A previsão aponta para 555 hectares agricultáveis mecanizados, 70 desbravados por tracção animal (bois com charruas) e 1.124 hectares preparados manualmente, ou seja, com enxadas.

Para esta campanha agrícola, o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) disponibilizou 500 sacos de 50 quilos, cada, de fertilizantes 12-24-12, bem como 300 sacos de amónio e igual cifra de ureia, o que representa apenas 40 porcento em termos de necessidades do município.

Realçou, por outro lado, que o Lobito também recebeu cinco tractores com respectivas alfaias agrícolas, através da firma Trans-Pinto, para aumentar o volume de terras aráveis mecanizadas, assim reduzindo a sua preparação manualmente.

No capítulo do escoamento, lembrou que as dificuldades persistem, agravando-se ainda mais com a cerca sanitária imposta em Luanda, o principal mercado, devido à pandemia da covid-19.

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