O desempenho deste sector, em Angola, está a ser fortemente influenciado pela dinâmica da despesa de capital, particularmente do Programa de Investimentos Públicos (PIP).

De acordo com dados apresentados nesta terça-feira, em Luanda, no 2º Conselho Consultivo do Ministério da Construção e Obras Públicas (MINCOP), sob orientação do titular da pasta, Manuel Tavares de Almeida.

Face ao espaço orçamental disponível, de um valor global de 163 mil milhões, 252 milhões, 445 mil e 390 kwanzas, para o orçamento de 2020, o sector tem como "prioridade máxima", os projectos do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), de recuperação das estradas nacionais.

Do referido valor, constante na proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2020, 93,6% será destinado ao Programa de Investimentos Públicos (PIP).

Da lista, constam como projectos de investimento de ”prioridade maxima", as Estradas Nacionais (EN) nº 2080 (Cuchi/Cutato), EN100 (Cabo Ledo/Lobito), EN120 (Mbanza Kongo/Noqui), EN 180 (Dundo/Saurimo/Dala) e a EN 225 (Catata/Lóvua).

Consta ainda das prioridades do sector para 2020, o Programa de Portagem e Pesagem (PPP), para controlar o excesso de carga de veículos, a contenção e estabilização de ravinas, infra-estruturas integradas, edifícios e monumentos e estudos de projectos de engenharia.

Obras dos últimos dois anos

Durante os últimos dois anos, foram reabilitados mais de mil e 500 quilómetros de estradas.

Do lote de obras recuperadas destaca-se os troços Alto Dondo/Wako Kungo, Lucala/Cacuso/Malanje, Mussolo/Dumba/Cabango, bem como a ponte do Quicombo (Sumbe).

O responsável fez saber que no quadro do processo de reabilitação de infra-estruturas foram igualmente concluídas duas pontes nos rios Eval e Keve.

Foram também reabilitadas as estradas Alto Dondo/São Pedro da Quilenda, Gabela/Quilenda, Mucari/Talamungongo, Catchiungo/Chinhama, entre outras acções.

Ainda nos dois últimos anos foram substituídas 28 pontes rodoviárias, construção de dois viadutos e a construção de 887 casas sociais.

No 2º Conselho Consultivo do Ministério da Construção e Obras Públicas participam vice-governadores, directores nacionais, provinciais e técnicos do sector e parceiros.

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